
Um entender vago que não se configura, mas simplesmente o é.
Então, Prefiro o silêncio e a voz vermelha. Faz que vai mas não vai, faz que fica, faz que foi-se, faz rodopio e se esvaia. Um passo e cem dúvidas. A seta no alvo atravessa e sangra. A mira acertou, mas continuo a perder, tenho um motivo, uma enorme vontade. e tenho, sim, um porquê. e, de tanto ter, não tenho nada; e nada tenho, não quero perder.
Fez-se de portas e janelas, mas não me deixou entrar. As flores falaram comigo naquela noite. perguntei, elas responderam. depois me perguntaram, e eu disse: "não sei". e suas pétalas caíram todas de uma vez, sem avisar.
Mão firme no lápis, sem derrubar. Desenhei páginas e mais páginas buscando o espaço entre um e outro e, agora bem sei, não é assim que se faz. tenho medo, sinto frio, e se eu tivesse um fantasma se chamaria "¿Dúvida?" e entre o querer, saber tudo não devo esperar nada mais? do fundo do fundo do fundo com a face rosada digo “rindo” pra mim mesma: "persista mais".
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